Fordesi investe mais de €1M em projeto disruptivo de IoT para terminais logísticos

Publicado a: 5 Dezembro, 2018

Categoria: Notícias

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A Fordesi, tecnológica portuguesa com 30 anos de experiência nos setores da logística e transportes, vai investir mais de 1 milhão de euros num projeto disruptivo para terminais logísticos. O projeto, denominado Sistema de Inteligência nos Terminais Logísticos (SITL IoT) conta com a participação do ISEL – Instituto Superior de Engenharia de Lisboa – e da UNINOVA – Instituto Desenvolvimento de Novas Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa.

O projeto é apoiado pelo Portugal 2020 e tem como objetivo principal agilizar processos entre os terminais logísticos e os seus stakeholders. O framework SITL-IoT vai conferir inteligência e capacidade de comunicação a dispositivos com base no conceito Internet-Of-Things e a partilha seletiva de informação utilizando serviços na Cloud, contribuindo para reforçar o desenvolvimento tecnológico e a inovação num setor estratégico com défice de abordagens em REDE.

«Este projeto promove uma abordagem estruturada e aberta aos problemas de interoperabilidade dos terminais logísticos e da cadeia de transporte», revela José Tavares, responsável de operações da Fordesi. «Contámos com a parceria preciosa de duas prestigiadas entidades de investigação do nosso país, o que vai garantir que o SITL IoT seja uma referência no uso de tecnologias abertas no setor da logística em Portugal», adianta o responsável.

O projeto vai apetrechar a Fordesi e o mercado da logística de um framework IoT suportado por tecnologias abertas promovendo um novo paradigma de gestão de informação, não só entre dispositivos, mas também entre stakeholders, especialmente relevante em cadeias complexas onde existem várias entidades e dispositivos a trocar grandes volumes de transações e eventos. O framework terá uma prova de conceito em ambiente real de produção num parceiro da Fordesi.

«A operacionalização do Ecossistemas de IoT proporciona benefícios e poupanças em larga escala.», «Implementar um Ecossistema IoT e disponibiliza-lo sobre serviços Cloud, abre portas a uma nova forma de olhar para um conjunto de desafios do setor, especialmente relevante em cadeias complexas.», aponta ainda José Tavares.

Em termos práticos, o framework vai permitir otimizar:
• Transportes de Cargas: sensores telemáticos permitem a recolha e a monitorização de informação operacional crítica, associada a factos que, em situação de falha, provocam impactos muito significativos e de elevado custo (ex: condições de acondicionamento, temperatura, humidade).

• Gestão de Tráfego e Portarias Non-Stop: Gestão inteligente de fluxos de tráfego integrada e a implementação de portarias inteligentes non-stop por via da interoperabilidade externa com dispositivos moveis (ex: self-chekin, lista de fretes), desmaterialização de autorizações e identificação veículos e motoristas suportadas por tecnologias contactless seguras.

• Sistemas de Gestão de Armazenagem: sensores (wireless) podem captar informação específica (ex: localização, posição, pesos, ocupação temperaturas, bloqueios, entre outros) que, após processamento automático, reporta informação de monitorização, controlo e suporte à decisão altamente fiável, de forma rápida e a baixo custo, na mesma medida em que contribui para o aumento da eficiência operacional.

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