Minsait revela que a Realidade Virtual melhora a eficiência operacional das empresas

Publicado a: 16 Março, 2020

Categoria: Notícias

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A Realidade Virtual conseguiu alinhar a maturidade e expectativas para melhorar a segurança dos trabalhadores com a eficiência das operações. Contudo esse equilíbrio não é tão próximo nas áreas de Realidade Aumentada e Realidade Mista – restantes tecnologias que abrangem a Realidade Estendida – e que também estão a emergir como ferramenta-chave, ainda que a longo prazo, no melhoramento de processos organizacionais. Esta é uma das principais conclusões de um estudo da Minsait, uma companhia da Indra, que revela como estas três tecnologias permitem nos dias de hoje melhorar a eficiência operacional e a segurança das empresas, assim como resolver problemas complexos, prevenir acidentes de trabalho e aumentar a produtividade.

Intitulado ‘A realidade já não tem mais limites: Como levar ao sucesso projetos de Realidade Virtual na Empresa’, o estudo da Minsait abre a porta a uma infinidade de aplicações industriais que esta tecnologia vem introduzir, apresentando estas tecnologias como sendo cada vez mais orientadas para ambientes profissionais.

Cada uma destas três tecnologias encontra-se num ponto de maturidade dentro de uma evolução que se espera contínua durante os próximos anos e conta com características próprias que se aplicam em função das necessidades do negócio, do contexto operacional, dos desafios técnicos ou do investimento necessário. A Realidade Virtual está relacionada com recriações de ambientes 3D, que permitem imersões complexas em cenários digitais. A RA aplica-se a diferentes formatos de dados digitais (imagens, sons, modelos 3D, processos etc.) que se sobrepõem sobre imagens reais. A RM é uma tecnologia mais complexa, que incorpora as possibilidades técnicas da RV e da RA, acrescentando formas de interação com objetos ou processos recriados, mas que tem em conta elementos reais, permitindo assim ao utilizador interagir simultaneamente com objetos reais e representações virtuais.

No caso da realidade virtual, a maturidade e as expectativas estão alinhadas, o que facilita que a indústria compreenda a tecnologia e as suas potencialidades. No entanto, este equilíbrio não está tão próximo nos âmbitos de Realidade Aumentada e Realidade Mista. Este alinhamento entre maturidade e espectativas dependerá em grande medida da contribuição dos dispositivos, que estão cada vez mais a orientar-se para um uso profissional.

O estudo da Minsait refere ainda que o preço será o fator essencial na determinação e consolidação da popularidade de dispositivos como telemóveis ou tablets, que já têm capacidade de suportar aplicações de Realidade Estendida.

Realidade Virtual ao serviço da Formação

Cenários perigosos ou logisticamente complexos podem ser substituídos por uma recriação virtual completa através da Realidade Virtual, o que torna possível prescindir de ambientes reais para desenvolver ações de formação. Isto permite aos colaboradores completar a sua formação, evitando custos de deslocação e riscos pessoais. Entre os principais benefícios, destacam-se: uma maior eficiência operacional do trabalhador; uma poupança dos custos relacionados com sinistros; a melhoria do clima laboral determinado pelo compromisso da empresa na segurança do colaborador; e a retenção da experiência e do conhecimento na organização, graças à possibilidade de gravação das sessões de formação. Além disso, está comprovado que a introdução de elementos lúdicos nos programas de formação estimula a memória através das experiências imersivas.

Realidade Aumentada no suporte às operações

O estudo da Minsait destaca também o potencial da Realidade Aumentada para desenvolver aplicações que trazem informação complementar à atividade principal das empresas. É o caso dos dispositivos móveis que apresentam informação adicional para realizar uma reparação ou programas para comprovar o funcionamento da versão final de um veículo, antes do arranque do seu processo de fabrico. A Realidade Aumentada é capaz de otimizar qualquer momento da cadeia de produção, aumentando a velocidade de execução e reduzindo a margem de erro, o que se traduz em importantes poupanças de custos.

Outros benefícios relacionam-se com: poupanças associadas ao desenvolvimento de ferramentas com um único comando virtual que concentre toda a informação; redução dos custos de produção evitando a necessidade de montar ou construir modelos reais; ou a possibilidade de assistência remota em caso de avaria mecânica.

Soluções de impacto

Por último, o estudo salienta a capacidade de qualquer um dos três formatos de Realidade Estendida (Aumentada, Virtual ou Mista) na inovação de aplicações baseadas na experiência do utilizador. Exemplos são aplicações de visitas turísticas para obtenção de informação adicional do ambiente em que um indivíduo se encontra ou o suporte a ações comerciais, através do desenvolvimento de modelos virtuais de 3D que permitem mostrar ao cliente reproduções de qualquer produto, partilhando o seu desempenho, características e manutenção.  Como benefícios derivados, destacam-se a melhoria da experiência do utilizador nos diferentes momentos do customer journey ou a introdução de práticas inovadoras nas ações comerciais, com o objetivo de captação de clientes.

O Retorno do Investimento na Realidade Virtual

Estimativas da consultora Visual Capitalist mostram que o mercado da Realidade Estendida é superior a 209 mil milhões de dólares em 2022, com um crescimento anual de mais de 800% desde 2018, Os projetos de Realidade Estendida acarretam investimentos importantes, pelo que é normal que os departamentos financeiros das empresas que os implementam procurem obter números que justifiquem o investimento neste tipo de tecnologias.

Em alguns casos, a rentabilidade pode ser avaliada por KPI (Key Performance Indicator) desenhados ad hoc, em função dos objetivos de cada projeto. No caso dos programas de formação, uma parte da redução de custos pode ser calculada antes de implantar a virtualização, ao estimar os custos associados à formação (deslocação de pessoal, subcontratações, materiais, etc.), os custos da paragem de produção para as formações ou os custos associados a sinistros.

Noutros casos, o indicador é a poupança de tempo observada nos processos de produção, sejam eles uma maior precisão e rapidez nos processos de montagem ou manutenção. O mais fácil será avaliar a rentabilidade da solução virtual quando está relacionada com o departamento comercial: uma apresentação mais apelativa de um produto ou serviço pode aumentar o número de compradores.

O estudo da Minsait ‘A realidade já não tem mais limites: Como levar ao sucesso projetos de Realidade Virtual na Empresa’, encontra-se disponível em (https://www.minsait.com/es/actualidad/insights/la-realidad-ya-no-tiene-limites-realidad-virtual-y-aumentada).

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