Problema real, solução virtual

Publicado a: 20 Abril, 2020

Categoria: Gestão

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Educação online pode ajudar a manter o time produtivo e engajado no home office

Treinamentos corporativos a distância podem ajudar empresas a se prepararem para a retomada da economia pós-pandemia

Por Luiz Alberto Ferla, fundador e CEO do DOT digital group

No mundo inteiro, universidades e empresas suspendem aulas e eventos presenciais optando pelo ensino a distância, webinars, calls online e outras práticas digitais. Nunca o home office foi tão praticado e, com ele, a capacitação a distância. O momento de reclusão forçada da população, para achatar a curva de avanço do novo coronavírus, conforme orientações das autoridades em saúde, é a  oportunidade para as empresas capacitarem seus colaboradores. 

Conexão não é obstáculo. No Brasil, 166 milhões de brasileiros, o correspondente a 80% da população, têm acesso à internet, segundo a mais recente Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Preservar treinamentos que já estavam previstos, adaptados para a modalidade online, também pode ajudar a manter o time unido e engajado com as atividades cotidianas do trabalho, principalmente para quem tem exercido o home office

Além de não precisar sair de casa para estudar, a educação a distância (EAD) garante ao profissional maior flexibilidade para estudar a hora que quiser, pelo dispositivo que preferir. 

As empresas podem fornecer  ou indicar cursos aos colaboradores, de acordo com as habilidades  que desejam potencializar. Assim, em tempos de pandemia, a autoaprendizagem, que já era uma tendência, se mostra uma solução real para valorizar o tempo em casa. 

Na China, por exemplo, onde os primeiros casos de contaminação pelo Covid-19 foram registrados, a educação a distância cresceu 20% nos últimos meses, já que cada vez mais pessoas estão buscando a tecnologia para estudar por conta própria. No Brasil, desde o último dia 18, está autorizada, pelo Ministério da Educação (MEC), a substituição de aulas presenciais das instituições federais de ensino por aulas neste formato. 

Quando olhamos para o setor produtivo, a EAD digital se mostra a melhor maneira de manter a equipe engajada e se capacitando para a grande retomada da economia, que deve ocorrer no segundo semestre, quando a pandemia já deve estar controlada. Hoje, ferramentas tecnológicas educacionais dotadas de inteligência artificial mapeiam o perfil do aluno para depois auxiliá-lo na criação de seu caminho de autoaprendizagem e de forma personalizada.

Já existem inúmeras tecnologias que permitem fazer treinamentos em grande escala e com alto potencial de engajamento dos colaboradores. Os resultados podem ser melhores que os presenciais. Realidade virtual e aumentada, inteligência artificial, games, gamification, vídeos e microlearning são ferramentas  já difundidas na educação corporativa, por meio de soluções criadas pela EdTech – Education Technology, nome dado ao desenvolvimento e uso da tecnologia para potencializar a aprendizagem. 

A pessoa tem autonomia para criar a própria jornada educacional e escolher quais conteúdos consumir para se desenvolver de acordo com os seus objetivos. E, também, pode acessar os conteúdos em dispositivos móveis, o que facilita ainda mais a capacitação e a administração do seu tempo. É um investimento para sempre e com retorno garantido. 

Uma das tecnologias de ponta disponíveis no momento é a Plataforma de Experiência de Aprendizagem, ouLXP – sigla em inglês. A ferramenta permite à empresa personalizar a educação de seus colaboradores. A solução tem ganhado cada vez mais espaço dentro do ambiente corporativo. 

De acordo com o especialista em Recursos Humanos e Aprendizagem, cujos livros são reconhecidos globalmente, Josh Bersin, o mercado de LXPs já movimenta US$ 350 milhões e a tendência é que mais do que dobre a cada ano. Seu maior atrativo é permitir que o próprio usuário decida quais cursos realizar e de que forma.  No melhor estilo Netflix, a plataforma faz recomendações orientadas por inteligência artificial e machine learning – levando em conta históricos de treinamento, perfil e interesses de cada colaborador.  

Sinal dos tempos: o mundo digital se funde ao mundo real para entregar mais valor às pessoas e empresas, mesmo em um momento tão delicado para todos.

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