Rise of the Machines – Internet of Things

Publicado a: 26 Agosto, 2015

Categoria: Cloud & Mobile

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Sim, o título sugere um filme de ação protagonizado por Arnold Schwarzenegger, no entanto gostava de partilhar convosco um conjunto de ideias e opiniões sobre o tema Internet of Things (IoT) e sobre a evolução que leva a que este tema seja de particular interesse no futuro próximo.

 

The Next Big Thing #1

No final do século passado, todos quantos trabalhavam na área de Tecnologias de Informação perguntavam-se “o que vem a seguir?”. Sucederam-se um conjunto de acontecimentos nos últimos anos do milénio que tornam óbvia a resposta – a Internet.

  • A Internet tornou acessível a todos toda a informação, opinião e conteúdos que possamos estar interessados em consumir.
  • A Internet ofereceu-nos chats, motores de pesquisa, emails, redes sociais, etc.
  • A Internet possibilitou que cartazes políticos passassem a ser questionados quanto a veracidade, autenticidade, origem e conteúdo.

Até que no final da primeira década do século XXI, uma empresa norte-americana com símbolo de fruta, apresenta um novo equipamento, mais conhecido por iPhone. E o que de especial trazia este novo equipamento? Apps!

 

The Next Big Thing #2

Quando, em 2007, Steve Jobs apresenta o novo equipamento da Apple, há um elemento em particular que é chave no viria a suceder em anos subsequentes: A App Store. É tão relevante que os principais concorrentes da empresa de Cupertino (uns mais rapidamente que outros) contam hoje com a sua própria loja de aplicações.

  • As Apps deram-nos a conhecer empresas que produzem jogos como a Rovio Entertainment, Zynga, King.
  • As Apps permitiram a empresas produtoras de jogos AAA encontrarem novos modelos de negócio, como a Electronic Arts ou SEGA.
  • As Apps trouxeram-nos lanternas, níveis, geofencing, leitores de código de barras, análises de restaurantes, etc.

Mas em pleno ano de 2015, alguém sabe quantas aplicações estão disponíveis nas inúmeras lojas de dispositivos? E quantas são relevantes?

Estava de férias, com os meus 2 mais que tudo (mulher e filho) e os meus sogros numa fabulosa praia do Algarve, estava a tentar fazer uma reserva num restaurante – sem sucesso, estavam com a semana preenchida! Eis que disse “Vou ver se encontro outra opção no TripAdvisor” ao que a minha querida Sogra responde “Vais ver o quê no tripa de vaca?”. Foi uma situação hilariante, que irá perdurar por muitos anos (faço questão J).

Mas esta situação diz-nos muito sobre a relevância de uma App ou serviço, pois se estes tipos de situações já acontecem com uma reconhecida plataforma de hotéis e restaurantes, imaginem com uma nova e fantástica aplicação completamente desconhecida?

 

E agora, o que vem a seguir?

Voltemos ao início do artigo para voltar a abordar o IoT e o porquê de acreditar que será em torno deste conceito que se irão desenhar aplicações que não só complementam como nos auxiliam no nosso dia a dia.

Para nós humanos, que continuamos a dispor das mesmas 24 horas que tínhamos há 10, 20 ou 100 anos atrás, é complicado absorver toda a informação e ferramentas que nos são disponibilizados. Para que irá servir a Internet no futuro? E as aplicações?

Se por um lado a Internet é, hoje, o maior repositório de informação público acessível as aplicações são, cada vez mais, o ponto de contacto do ser humano com esta informação. Portanto não irão certamente desaparecer.

No entanto, o potencial de recolha de informação de sensores, dispositivos inovadores para melhorar a qualidade de vida ou otimizar recursos escassos, a criação de novas plataformas que tirem partido de tudo o que é informação e consigam aferir de forma tão automática quanto possível.

Temas como Machine Learning ou Big Data estão proximamente relacionados com IoT, pois são indissociáveis para se permitir que sejamos nós a definir e ensinar como irão as máquinas tomar decisões que deverão ser melhores para nós.

Recentemente tive o prazer de conhecer duas empresas Portuguesas cujos projetos se enquadram, mesmo que com público alvo diferentes, em fazer uso de informação proveniente de todo o tipo de dispositivos e sensores. Deixo-vos os nomes e links dos websites das empresas, para que possam conhecer duas Startups Portuguesas que estão a inovar nesta área.

Inovretail: https://www.inovretail.com/

Com várias soluções para retalho e atuando no mercado B2B, têm como principal objetivo a gestão eficiente do espaço físico de loja, potenciando dessa forma a retenção de clientes e aumento de vendas.

Muzzley: https://www.muzzley.com/

Desenvolvem uma plataforma de Connected Devices para o mercado de consumo, cuja visão e objetivo e possibilitar ao utilizador controlar os seus equipamentos, dispositivos e sensores.

 

Como seria se uma máquina acordasse hoje com consciência sobre o mundo que a rodeia?
Há 10 ou mais anos faziam-se filmes sobre o tema e todos temíamos esse dia, será que hoje as novas gerações estão prontas?

Francisco Teixeira
Professor Universitário
LinkedIn | Francisco TeixeiraBiografia Completa
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