TI como fim ou como meio?

Publicado a: 3 Agosto, 2015

Categoria: Gestão

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Temos vivido um momento no mercado onde a crise tem feito com que as empresas cada vez mais busquem automação, agilidade, velocidade e resultado. A crise acaba sendo um catalizador de mudanças, pois são nesses momentos que o excedente da empresa fica mais evidente e assim toca os executivos de forma a movimentá-­los para reduzirem custos.

Dentro deste cenário, as empresas de TI que trabalham com algum tipo de automação se destacam com seus produtos tecnológicos e suas soluções mágicas que resolverão todos os problemas do mundo. E sempre ouvimos dos clientes o seguinte pedido: “Vocês possuem um sistema para resolver esse problema?”.

Pois bem, nesse momento é que as empresas se diferenciam. Mas qual a diferença? Se avaliarmos bem, o cliente normalmente quer ver na tecnologia a salvação dos seus problemas. Como se um botão mágico na tela fosse executar todas as operações necessárias e assim toda a redução de custo acontecerá.

O cliente, quando não possui uma boa assessoria ou não entende bem o seu próprio problema, não consegue diferenciar onde a tecnologia deve ser acoplada. Nesses casos, a tecnologia é sempre vista como o fim, como o resultado da situação. Mas nem sempre é assim.

É importante entender que a tecnologia pode ser um fim, desde que sua empresa seja uma produtora tecnológica. Nos demais casos, de modo geral, a tecnologia é meio, um caminho parar se atingir um objetivo. Quando vemos a tecnologia como fim, talvez estejamos apenas acelerando um processo que esteja gerando um resultado ruim.
Sempre digo aos clientes que quando colocamos um sistema em um processo ruim, apenas iremos gerar algo ruim mais rápido.

É necessário que as empresas tenham em mente que a tecnologia está disponível para acelerar e automatizar processos, mas desde que eles estejam estruturados. É necessário rever conceitos e entender onde, dentro do processo, a tecnologia realmente irá apoiar.

Voltando nas empresas fornecedoras, as que se diferenciam, são aquelas que tentam enxergar o todo, ver o processo do cliente e fornecer uma solução e não um sistema. Às vezes tem que abrir mão de uma receita maior em prol de um processo mais enxuto e simples para o cliente. Mas assim, conquistam a confiança do cliente, que enxerga nesta empresa um apoio e suporte nos próximos momentos de mudança.

Leonardo Carvalho
Gerente de Projetos Senior na Stoque Global Services
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