O impacto dos ciberataques nas PMEs portuguesas reflete-se em elevados níveis de stress entre os colaboradores

68% dos colaboradores afetados experienciam stress elevado, esgotamento ou uma cultura laboral mais tóxica, mostrando que os ataques vão além dos dados e da reputação da empresa.O relatório sublinha a importância de investir em estratégias de cibersegurança e boas práticas, protegendo não só os sistemas e dados, mas também o bem-estar e a motivação dos colaboradores. Mais de metade das PME´s foram alvo de pelo menos um ciberataque nos últimos 12 meses, evidenciando a necessidade de revisão e reforço das estratégias de cibersegurança.

A Hiscox Portugal, seguradora especializada em riscos empresariais e reconhecida internacionalmente pela sua experiência em seguros de cibersegurança, apresenta os resultados do Relatório de Ciberpreparação da Hiscox 2025. O estudo, realizado junto de empresas de diferentes setores e dimensões, analisa o nível de preparação das organizações face a ciberataques e os impactos destes incidentes nas operações e nos colaboradores.

O Relatório de Ciberpreparação da Hiscox mostra como os ciberataques têm um impacto crescente nas empresas, não apenas nos seus dados ou reputação, mas também no bem-estar psicológico e na retenção de talento. Entre os colaboradores afetados, 41% experienciam níveis elevados de stress, 33% sentem-se esgotados e 22% confirmam um aumento da toxicidade na cultura laboral, perfazendo um total de 68% que sofrem impactos negativos no seu bem-estar.

Apesar destas consequências, o estudo também destaca efeitos positivos em alguns casos: 33% dos colaboradores reportam maior camaradagem após um incidente de cibersegurança, e 24% sentem maior lealdade à organização, correspondendo a um impacto positivo líquido de 45%.

“O relatório mostra uma nova perspetiva sobre os impactos de um ciberataque e sobre as preocupações com a cibersegurança nas empresas”, afirma Ana Silva, Cyber Lead da Hiscox Portugal e Espanha. “Não se trata apenas de proteger dados ou a reputação da empresa: os ciberataques têm também um impacto real nos colaboradores e no seu bem-estar. Temos aqui uma oportunidade importante para investir em estratégias que minimizem estes efeitos, aplicando boas práticas que previnam incidentes e promovam um ambiente de trabalho mais positivo e resiliente.”

Mais de metade das PMEs portuguesas enfrentou até 10 ataques num ano

A realidade cibernética das empresas portuguesas é cada vez mais exigente: 54% das empresas foram alvo de pelo menos um ataque nos últimos 12 meses, sendo que mais de metade registou entre um e dez incidentes. Este estudo evidencia a frequência e a diversidade das ameaças que as empresas enfrentam, assim como a importância de não apenas proteger os sistemas e dados, mas também de investir em estratégias de prevenção e boas práticas de cibersegurança. Com a chegada do novo ano, muitas empresas devem aproveitar para rever estas estratégias, conscientes de que um ataque pode, em alguns casos, colocar em risco até a continuidade do negócio.

Metodologia

Este projeto, realizado pela Hiscox em colaboração com a consultora Wakefield Research, foi desenvolvido através de entrevistas a uma amostra de 5.750 profissionais responsáveis pela estratégia de cibersegurança nos Estados Unidos, França, Alemanha, Espanha, Reino Unido, Irlanda e Portugal.

Os inquiridos trabalham em empresas com menos de 250 colaboradores (PME), ocupando cargos de proprietário, diretor ou sócio (no caso das empresas com menos de 50 colaboradores) e de diretor de informática, diretor de segurança informática, diretor de segurança ou diretor de TI (nas empresas com 50 a 249 colaboradores).

Os inquéritos foram realizados entre 29 de julho e 8 de agosto de 2025, através de convite por e-mail e questionário online. Este relatório foi publicado pela primeira vez em 2016.