Geração Z quer mais do que algoritmos: Magma Studio apresenta recomendações para o futuro do recrutamento

Consultora sublinha transparência, humanização e experiência digital simples como fatores críticos para atrair as novas gerações

O uso de Inteligência Artificial (IA) no recrutamento deixou de ser tendência internacional e já está a chegar a Portugal: triagem automática de CVs, chatbots de entrevistas iniciais e algoritmos que avaliam competências em segundos. Se por um lado estas ferramentas aceleram processos, por outro levantam dilemas éticos e estratégicos que se tornam ainda mais críticos quando o objetivo é atrair a Geração Z, uma geração que exige transparência, experiências digitais simples e maior proximidade humana.

É neste contexto que a Magma Studio, consultora de gestão de talento, apresenta cinco recomendações para empresas que pretendem atrair e reter o talento mais jovens. A consultora sublinha que a literacia digital em Recursos Humanos não pode ser ignorada e que os algoritmos, sozinhos, não contratam.

1 | Transparência radical com os candidatos

Dizer apenas “utilizamos IA” não chega. É preciso explicar em que momento a tecnologia entra, que dados são recolhidos e como são usados na decisão final. A opacidade mina a confiança e a consequência direta é a fuga dos melhores candidatos para empresas que comunicam de forma clara.

2 | Auditoria contínua dos algoritmos

Muitos algoritmos são caixas-pretas: ninguém sabe exatamente como decidem, mas a responsabilidade é sempre da empresa. Rever periodicamente os critérios, analisar padrões de exclusão e corrigir distorções, como por exemplo a filtragem automática de candidatos por universidade ou código postal, é fundamental para garantir diversidade real.

3 | O humano nas fases críticas

Automatizar a triagem inicial pode poupar tempo, mas a decisão final nunca deve ser delegada apenas a um sistema. O risco é perder candidatos que não encaixam no “perfil estatístico”, mas que têm competências únicas. As empresas mais inovadoras já começam a falar em “human-in-the-loop”, garantindo que a máquina filtra, mas o humano escolhe.

4 | Desenhar experiência de candidato com empatia digital

Candidatos já desistem de processos porque enfrentam plataformas demasiado complexas ou entrevistas conduzidas apenas por bots sem feedback. A tecnologia deve ser usada para simplificar e não para criar barreiras adicionais. A experiência digital é, hoje, parte da marca empregadora.

5 | Capacitar as equipas de RH para serem “curadores” da tecnologia

Implementar uma plataforma não basta. As equipas precisam de formação para interpretar relatórios algorítmicos, questionar critérios e tomar decisões conscientes. Quando os profissionais de RH não entendem as ferramentas que usam, correm o risco de se tornar “operadores de software” em vez de especialistas de talento.

“O futuro do recrutamento será definido pela forma como tratamos os mais jovens. A tecnologia pode impressionar, mas o que atrai e retém talento da Geração Z é transparência, inclusão e proximidade humana. Só quem souber unir inteligência artificial com inteligência humana conquistará esta geração” afirma Miguel Gonçalves, CEO da Magma Studio.

Alinhada com a sua missão de aproximar a Academia da Economia e antecipar tendências no mercado de trabalho, a Magma Studio, em parceria com a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), lançou também o Estudo de IA, que traça o retrato nacional da adoção da inteligência artificial nas empresas portuguesas.

Com este alerta, a consultora portuguesa quer lançar o debate sobre o impacto real da tecnologia nos Recursos Humanos em Portugal, promovendo a adoção de boas práticas que combinem inovação com ética, eficiência com inclusão e dados com empatia.