Estudo europeu revela grande divergência na adoção do “digital”

Publicado a: 3 Janeiro, 2017

Categoria: Notícias

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‘Leaders 2020’ avalia os atributos das empresas que têm um desempenho de topo e como as organizações europeias estão não só a adaptar-se a uma força de trabalho moderna, como também a ter sucesso na economia digital

Duas em cada cinco empresas na Alemanha estão a ganhar valor com a economia digital, ao passo que no Reino Unido apenas uma em cada 100 empresas, revela o Estudo ‘Leaders 2020’. Os líderes das empresas europeias estão a dar os primeiros passos na transformação digital, mas os níveis de adoção divergem nitidamente de país para país, de acordo com o estudo realizado pela Oxford Economics e apoiado pela SAP. Os resultados do estudo Leaders 2020 têm por base mais de 4.100 executivos e colaboradores de 21 países.

Ao analisarem vários recursos e práticas comuns nas empresas com um desempenho sólido e acentuado, a Oxford Economics e a SAP identificaram um grupo de organizações que ganham valor com a economia digital, designado “Vencedores Digitais” (Digital Winners*), que corresponde a 16% da totalidade das empresas inquiridas em todo o mundo. No entanto, ao se examinar os “Vencedores Digitais” na Europa, constatou-se que a liderança digital varia bastante de país para país: Alemanha (41%) e Espanha (22%) superam a média global, seguidos pela França (15%), Rússia (3%) e Reino Unido (1%).

“A digitalização tem trazido enormes mudanças para a força e local de trabalho e implica a transformação rápida das empresas,” afirmou Mike Ettling, Presidente da SAP SuccessFactors.** “O nosso estudo Leaders 2020 revelou que bastantes executivos, na Europa e noutras regiões do mundo, ainda não estão preparados para liderar com sucesso na era digital. Há uma oportunidade substancial para os líderes em toda a Europa adotarem esta noção de foco e conexão digital. Como líderes, devemos criar um ambiente onde as pessoas possam prosperar, permitindo-lhes tomar decisões rápidas baseadas em dados, reduzindo a complexidade e a burocracia, ao mesmo tempo que abraçam a diversidade e a inclusão. O digital não significa apenas adotar tecnologia, mas sim como criar uma cultura de inovação, onde os resultados exponenciais não são apenas possíveis, mas exigidos”.

De acordo com o estudo, os “Vencedores Digitais”:

Abraçam a diversidade e inclusão: Mundialmente, os “Vencedores Digitais” têm uma maior propensão para aumentarem a diversidade na força de trabalho ao nível do quadro médio de gestão e revelam uma proporção ligeiramente maior de colaboradores do género feminino que outras empresas.

Na Europa, e na maioria das empresas, os níveis de diversidade não estão onde deveriam estar, mas são mais elevados nas empresas com uma liderança executiva de nível superior e forte desempenho financeiro. A média mundial dos “Vencedores Digitais” que reportaram programas efetivos de diversidade foi de 39%, comparativamente com os 36% de todas as empresas em França, 33% na Rússia, 32% na Alemanha, 30% no Reino Unido e 23% em Espanha.

Desenvolvem os executivos mais jovens (millennials): Praticamente todas as empresas europeias relataram uma proporção menor de executivos mais jovens comparativamente à média global. Enquanto a Rússia reportou uma percentagem mais elevada de gestores jovens em posições de liderança (33% versus 17% a nível mundial), Alemanha (16%), Espanha (6%), Reino Unido (5%) e França (1%) devem incluir nas suas prioridades a atração e o desenvolvimento de líderes millennials – incluindo-os também na tomada de decisão – para acelerar a transformação digital.Os líderes de geração millennial a nível mundial são mais pessimistas que os outros executivos acerca da preparação digital da sua organização. Os executivos mais jovens classificaram as competências de liderança digital da sua organização entre 15 e 23 pontos percentuais mais abaixo que os executivos não millennials, numa variedade de atributos, incluindo facilidade de colaboração, gestão da diversidade, feedback e o desincentivo de mais burocracia.

Envolvem e desenvolvem os colaboradores: Os colaboradores que trabalham em empresas com uma liderança progressista estão mais satisfeitos e comprometidos – e menos dispostos a sairem para uma nova posição, de acordo com o estudo. Enquanto o Reino Unido (91%) e a Alemanha (87%) se comparam favoravelmente aos “Vencedores Digitais” a nível mundial, em que 87% dos colaboradores estão satisfeitos ou muito satisfeitos com o trabalho; França (76%), Espanha (64%) e Rússia (32%) ficam claramente abaixo da média mundial. Além disso, enquanto o Reino Unido (80%) e a Alemanha (77%) bateram novamente os “Vencedores Digitais” em todo o mundo, em que 75% dos colaboradores optariam por não deixar a empresa se oferecido outro emprego; França (72%), Espanha (56%) e Rússia (32%) ficariam a ganhar com uma melhor liderança digital.

Alavancam as tecnologias digitais para uma melhor tomada de decisão: Mundialmente, 78% dos “Vencedores Digitais” tomam decisões que são conduzidas por dados, em comparação com os 55% em todas as empresas. Enquanto alguns países europeus superaram os seus pares nesta categoria, incluindo a Alemanha (72%) e França (55%), a maioria das empresas europeias concordam com a necessidade da gestão em melhorar as competências de tomada de decisão.

“A desconexão com os executivos millennials é um sinal crítico de alerta para os líderes seniores e um dos que levanta outras preocupações suscitadas pelo estudo,” disse Edward Cone, diretor adjunto do Thought Leadership na Oxford Economics. “O futuro está a bater à porta e ignorá-lo é perigoso para qualquer empresa.”Para uma análise detalhada das competências da liderança por país, incluindo como pode se tornar um “Líder Digital”, veja aqui.

 

*Vencedores Digitais (Digital Winners): estas empresas são mais propensas a sustentar um desempenho financeiro de topo em termos de receitas e rentabilidade. Naquelas em que a liderança adotou políticas digitais, as empresas:

  • Têm maior probabilidade, em 38%, de apresentar receitas acentuadas e crescimento nos lucros;
  • Têm estratégias e programas mais maduros para contratar talento qualificado;
  • Reportam uma colaboração uma vez e meia mais eficaz, contribuindo para a produtividade;
  • Alcançam 87% de satisfação dos colaboradores e níveis significativamente mais elevados de fidelização dos mesmos;
  • Estão mais bem preparadas para o planeamento de sucessões;
  • Escutam os gestores mais jovens, cujo conselho e visão pode trazer grandes “atalhos” na viagem da transformação digital.

 

**SAP SuccessFactors é uma nova marca, lançada em janeiro de 2016, que é utilizada para se referir às ofertas, colaboradores e negócio adquirido à empresa SuccessFactors, que continua a ser uma entidade legal, até a integração com a SAP estar concluída.

 

 

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